Promover a qualificação de jovens e adultos
Ministério da Educação e Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social lançam campanha com o objectivo de valorizar e promover a aprendizagem e estimular a procura de formação profissional.
A partir do final deste mês, e até ao final do ano lectivo, decorrerá a campanha de mobilização social, lançada no âmbito da iniciativa novas oportunidades que visa valorizar o processo de aprendizagem e a estimular a procura de formação profissionalizante.
A campanha agora anunciada tem duas vertentes. Numa primeira fase, que terá inicio ainda durante este mês, diversas figuras do mundo do desporto, da moda e do espectáculo dão a cara em spots na comunicação social subordinados ao lema “Se não tivesse estudado, não teria chegado onde estou”.
Durante as férias da Páscoa começa a segunda fase da campanha e a frase chave será “Acaba o secundário aprendendo uma profissão”. Com este mote pretende-se atrair os estudantes para as ofertas profissionalizantes que, não só conferem um diploma escolar como, simultaneamente, preparam os jovens para entrar no mundo do trabalho com uma qualificação.
Com o regresso às aulas depois deste período de férias, surgirá uma outra campanha lançada pelo Ministério da Educação (ME), em parceria com a Associação Nacional de Municípios. Os protagonistas passam a ser os alunos dos estabelecimentos de ensino da rede pública, e com o slogan “Todos juntos poderemos melhorar a escola”, pretende-se valorizar a escola pública, nomeadamente a aprendizagem da Matemática, o ensino do Inglês e a aposta no Desporto Escolar.
Segundo o ME as férias da Páscoa «representam um momento crítico para muitos alunos» uma vez que, cerca de 45 mil alunos já não regressam à escola no inicio do terceiro período. Anualmente abandonam a escola, nesta altura, entre 18 a 20 mil alunos de 15/16 anos que frequentam o 7.º ano, a que se juntam entre 20 a 25 mil estudantes com 18 anos que estão matriculados no 10.º ano.
No último ano lectivo esta situação foi menos notória devido ao aumento das ofertas de formação profissionalizantes, que captaram 10 mil alunos no ensino básico e 15 mil no secundário. Ainda assim, para o ME «os resultados estão longe de ser satisfatórios», sendo por isso necessário combater a situação, prevenindo as saídas precoces do sistema educativo e fazendo voltar à escola os alunos que deixaram de estudar. É, aliás, com este objectivo, que o Ministério da Educação e o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social vão lançar esta campanha para promover a qualificação de jovens e adultos.
Entretanto, está já a decorrer uma campanha destinada aos adultos, lançada em colaboração com a Agência Nacional para a Qualificação. Sob o lema “Aprender compensa”, o objectivo é sublinhar a importância da qualificação da população activa, divulgando as ofertas formativas existentes para este público-alvo e a possibilidade de certificar as aprendizagens efectuadas em diversos contextos de vida – para isso, os adultos deverão dirigir-se à rede de Centros Novas Oportunidades distribuída por todo o país.
A iniciativa Novas Oportunidades foi lançada em conjunto pelo Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social e pelo Ministério da Educação, e dirige-se aos jovens que abandonaram, ou estão em risco de abandonar, o sistema de ensino sem completar 9 ou 12 anos de escolaridade; e aos adultos activos com baixas qualificações.
Segundo um artigo conjunto da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e do ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, José António Vieira da Silva, publicado recentemente no Jornal de Notícias, no caso dos jovens, é preciso impedir que cerca de 40%, entre os 18 e 24 anos, deixe a escola sem completar 12 anos de escolaridade - o que reflecte níveis globais de escolarização aquém dos patamares internacionais mínimos – bem como expandir a oferta dos cursos profissionais e garantir a sua qualidade e adequação às necessidades e expectativas dos alunos. Até 2010 a meta é garantir que 50% dos alunos do secundário seguem vias profissionalizantes, alinhando os valores nacionais com a média da OCDE.
Reforço da acção social no ensino secundário
As condições socioeconómicas são um dos factores que comprometem a permanência de alguns alunos na escolas. Para evitar esta situação, segundo informações do próprio ME, está já a ser estudada a criação de um sistema de bolsas que incentive a permanência dos alunos no sistema de ensino, devendo-se alargar assim a acção social escolar no ensino secundário.
12 de março de 2007
11 de março de 2007
Educação para a Cidadania com primeiro guia pedagógico
“Educação para a sustentabilidade – Carta da Terra” é o primeiro de uma colecção de guiões pedagógicos de apoio à Educação para a Cidadania.
Intitulado “Educação para a Sustentabilidade – Carta da Terra”, o guia tem 62 páginas, tem como ponto de partida “A Carta da Terra – Valores e Princípios para um Futuro Sustentável” - uma declaração de princípios fundamentais para a construção de uma sociedade, à escala global, assente nos princípios da justiça, sustentabilidade e paz, e que está a ser divulgado no contexto da celebração da Década das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável que decorre até 2010 – e está já disponível no site da Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (DGIDC).
O guião centra-se na exploração, em contexto escolar, da Carta da Terra e visa orientar o docente na exploração de temas associados ao respeito pela comunidade da vida, à justiça social e económica, à democracia, não violência e paz. Trata-se de uma tentativa de dar resposta às necessidades dos educadores que consideram que se deve realizar uma mudança fundamental no processo de ensino e aprendizagem. Aqui os docentes irão descobrir que competências e perspectivas os alunos deverão adquirir; que princípios e valores partilhados deverão estar no centro do processo educativo e como é possível integrar na prática lectiva valores para uma vida sustentável, entre outras questões.
“Educação para a Sustentabilidade – Carta da Terra”, que foi agora adaptado e traduzido para português foi produzido pelo Secretariado da Iniciativa da Carta da Terra, e surgiu depois de alguns grupos oriundos de diferentes partes do mundo terem solicitado Secretariado da Carta da Terra orientações, exemplos ou materiais que pudessem apoiá-los no processo de integração da Carta da Terra nas respectivas aulas.
As bases para a criação do guião, foram lançadas num fórum online que se realizou em Setembro de 2001, onde se estabeleceu primeiro uma filosofia educativa da Carta da Terra e onde colaboraram educadores de todas as partes do mundo. Em Dezembro de 2003, as discussões prosseguiram. já com um número mais alargado de participantes que estavam a aplicar as sugestões pedagógicas, a estrutura e o conteúdo do que se estava a desenvolver. Com base nestes contributos elaborou-se, em Setembro de 2004, uma versão provisória do Guião, que foi submetido a discussão pública durante um ano e até à redacção da versão final que já integrava as críticas dos diferentes grupos participantes.
Este é o primeiro Guião de uma colecção de guiões pedagógicos de apoio à Educação para a Cidadania e resulta de um trabalho conjunto que foi proposto à DGIDC pela Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA). A sua publicação associa-se aos trabalhos desenvolvidos pela Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular no âmbito da Década das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável que decorre até 2010. A ASPEA acredita que este guia vai constituir uma ferramenta preciosa para todos os que queiram empreender trabalho nesta área, contribuindo também, deste modo, para a implementação da Década.
Com esta colecção, que resulta quer experiência de reflexão interna relativa às áreas curriculares disciplinares e não disciplinares quer do aproveitamento de competências específicas que entidades parceiras colocam ao dispor da DGIDC, pretende-se disponibilizar um conjunto de orientações e de materiais pedagógicos que apoiem, no âmbito da Educação para a Cidadania, os educadores e professores no ensino e no desenvolvimento de actividades e projectos com os seus alunos.
Mais informações:
www.dgidc.min-edu.pt
“Educação para a sustentabilidade – Carta da Terra” é o primeiro de uma colecção de guiões pedagógicos de apoio à Educação para a Cidadania.
Intitulado “Educação para a Sustentabilidade – Carta da Terra”, o guia tem 62 páginas, tem como ponto de partida “A Carta da Terra – Valores e Princípios para um Futuro Sustentável” - uma declaração de princípios fundamentais para a construção de uma sociedade, à escala global, assente nos princípios da justiça, sustentabilidade e paz, e que está a ser divulgado no contexto da celebração da Década das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável que decorre até 2010 – e está já disponível no site da Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (DGIDC).
O guião centra-se na exploração, em contexto escolar, da Carta da Terra e visa orientar o docente na exploração de temas associados ao respeito pela comunidade da vida, à justiça social e económica, à democracia, não violência e paz. Trata-se de uma tentativa de dar resposta às necessidades dos educadores que consideram que se deve realizar uma mudança fundamental no processo de ensino e aprendizagem. Aqui os docentes irão descobrir que competências e perspectivas os alunos deverão adquirir; que princípios e valores partilhados deverão estar no centro do processo educativo e como é possível integrar na prática lectiva valores para uma vida sustentável, entre outras questões.
“Educação para a Sustentabilidade – Carta da Terra”, que foi agora adaptado e traduzido para português foi produzido pelo Secretariado da Iniciativa da Carta da Terra, e surgiu depois de alguns grupos oriundos de diferentes partes do mundo terem solicitado Secretariado da Carta da Terra orientações, exemplos ou materiais que pudessem apoiá-los no processo de integração da Carta da Terra nas respectivas aulas.
As bases para a criação do guião, foram lançadas num fórum online que se realizou em Setembro de 2001, onde se estabeleceu primeiro uma filosofia educativa da Carta da Terra e onde colaboraram educadores de todas as partes do mundo. Em Dezembro de 2003, as discussões prosseguiram. já com um número mais alargado de participantes que estavam a aplicar as sugestões pedagógicas, a estrutura e o conteúdo do que se estava a desenvolver. Com base nestes contributos elaborou-se, em Setembro de 2004, uma versão provisória do Guião, que foi submetido a discussão pública durante um ano e até à redacção da versão final que já integrava as críticas dos diferentes grupos participantes.
Este é o primeiro Guião de uma colecção de guiões pedagógicos de apoio à Educação para a Cidadania e resulta de um trabalho conjunto que foi proposto à DGIDC pela Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA). A sua publicação associa-se aos trabalhos desenvolvidos pela Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular no âmbito da Década das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável que decorre até 2010. A ASPEA acredita que este guia vai constituir uma ferramenta preciosa para todos os que queiram empreender trabalho nesta área, contribuindo também, deste modo, para a implementação da Década.
Com esta colecção, que resulta quer experiência de reflexão interna relativa às áreas curriculares disciplinares e não disciplinares quer do aproveitamento de competências específicas que entidades parceiras colocam ao dispor da DGIDC, pretende-se disponibilizar um conjunto de orientações e de materiais pedagógicos que apoiem, no âmbito da Educação para a Cidadania, os educadores e professores no ensino e no desenvolvimento de actividades e projectos com os seus alunos.
Mais informações:
www.dgidc.min-edu.pt
8 de março de 2007
Jovens investigam Grande Assalto
As noites de 6a feira no Pavilhão do Conhecimento vão passar a ser diferentes. Investigadores de palmo e meio deixam a cama para mais tarde e procuram descobrir em menos de 5 horas o que de estranho se passou por ali.
Já se imaginou num museu durante a noite? E se a normal tranquilidade deste espaço durante este período fosse interrompida por um roubo? Calculo que chamasse a polícia para descobrir o que se passa... Ora é este o mote para a 2ª edição da iniciativa “Um Crime no Museu”, que começa esta noite no Pavilhão do Conhecimento, no Parque das Nações, em Lisboa.
Esta iniciativa, destinada a jovens entre os 9 e os 14 anos, promete muita animação e uma noite no mínimo diferente. O projecto tem a particularidade de se passar num espaço normalmente fechado ao público durante a noite – costumam encerrar às 18h00 durante a semana, e ao fim-de-semana às 19h00 – o que só por si, como refere Catarina Figueira, do Pavilhão do Conhecimento, «já contribui para uma atmosfera de mistério».
Desta vez o enigma é, naturalmente, outro – o ano passado foi um homicídio - mas o suspense e o rigor cientifico mantêm-se. «Para esta actividades tivemos consultoria e colaboração da Polícia Judiciária», explica Catarina Figueira. Tudo isto faz com que a experiência pareça ainda mais real. A história vai repetir-se todas as sextas-feiras e os participantes vão poder viver experiências dignas de qualquer episódio da série CSI – Crime sob Investigação, ou, a nível nacional, de Max, o cão Polícia.
Sem podermos levantar muito o véu sobre o que se vai passar – para não quebrar o mistério – podemos apenas adiantar que desta vez o Museu vai ser alvo de um grande assalto e que a pequena equipa de cientistas forenses terá de descobrir o ladrão e pô-lo atrás das grades em menos de cinco horas.
Constatado o roubo, os investigadores de palmo e meio vão encontrar pistas que apontam em diferentes sentidos. A ciência e a tecnologia são os instrumentos principais que vão ter de usar para recolher e analisar todas as pistas deixadas pelo ladrão (ou ladrões). Gravações com vozes distorcidas, análises de ADN, recolha de impressões digitais e raciocínio lógico serão elementos decisivos ao longo da investigação para finalmente descobrir quem é afinal o culpado ou, quem sabe, culpados deste assalto.
Ao longo de toda esta aventura, entre as 19h30 e as 24h00, as crianças são sempre acompanhadas por monitores do pavilhão com formação especializada.
Na 1ª edição de “Um Crime no Museu” o balanço foi, segundo Catarina Figueira, «claramente positivo» e teve uma «afluência muito boa».
Para este ano a equipa de cientistas forenses do Pavilhão do Conhecimento ainda tem vagas para outros recrutas que queiram colaborar na investigação deste caso. Os candidatos devem ter muita perspicácia e podem inscrever-se por telefone (218917100) ou por e-mail (info@pavconhecimento.pt).
A participação nesta aventura tem um custo de 35 euros (ou 30 euros, para sócios do Pavilhão do Conhecimento) e já inclui o jantar dos pequenos investigadores deste grande assalto.
As noites de 6a feira no Pavilhão do Conhecimento vão passar a ser diferentes. Investigadores de palmo e meio deixam a cama para mais tarde e procuram descobrir em menos de 5 horas o que de estranho se passou por ali.
Já se imaginou num museu durante a noite? E se a normal tranquilidade deste espaço durante este período fosse interrompida por um roubo? Calculo que chamasse a polícia para descobrir o que se passa... Ora é este o mote para a 2ª edição da iniciativa “Um Crime no Museu”, que começa esta noite no Pavilhão do Conhecimento, no Parque das Nações, em Lisboa.
Esta iniciativa, destinada a jovens entre os 9 e os 14 anos, promete muita animação e uma noite no mínimo diferente. O projecto tem a particularidade de se passar num espaço normalmente fechado ao público durante a noite – costumam encerrar às 18h00 durante a semana, e ao fim-de-semana às 19h00 – o que só por si, como refere Catarina Figueira, do Pavilhão do Conhecimento, «já contribui para uma atmosfera de mistério».
Desta vez o enigma é, naturalmente, outro – o ano passado foi um homicídio - mas o suspense e o rigor cientifico mantêm-se. «Para esta actividades tivemos consultoria e colaboração da Polícia Judiciária», explica Catarina Figueira. Tudo isto faz com que a experiência pareça ainda mais real. A história vai repetir-se todas as sextas-feiras e os participantes vão poder viver experiências dignas de qualquer episódio da série CSI – Crime sob Investigação, ou, a nível nacional, de Max, o cão Polícia.
Sem podermos levantar muito o véu sobre o que se vai passar – para não quebrar o mistério – podemos apenas adiantar que desta vez o Museu vai ser alvo de um grande assalto e que a pequena equipa de cientistas forenses terá de descobrir o ladrão e pô-lo atrás das grades em menos de cinco horas.
Constatado o roubo, os investigadores de palmo e meio vão encontrar pistas que apontam em diferentes sentidos. A ciência e a tecnologia são os instrumentos principais que vão ter de usar para recolher e analisar todas as pistas deixadas pelo ladrão (ou ladrões). Gravações com vozes distorcidas, análises de ADN, recolha de impressões digitais e raciocínio lógico serão elementos decisivos ao longo da investigação para finalmente descobrir quem é afinal o culpado ou, quem sabe, culpados deste assalto.
Ao longo de toda esta aventura, entre as 19h30 e as 24h00, as crianças são sempre acompanhadas por monitores do pavilhão com formação especializada.
Na 1ª edição de “Um Crime no Museu” o balanço foi, segundo Catarina Figueira, «claramente positivo» e teve uma «afluência muito boa».
Para este ano a equipa de cientistas forenses do Pavilhão do Conhecimento ainda tem vagas para outros recrutas que queiram colaborar na investigação deste caso. Os candidatos devem ter muita perspicácia e podem inscrever-se por telefone (218917100) ou por e-mail (info@pavconhecimento.pt).
A participação nesta aventura tem um custo de 35 euros (ou 30 euros, para sócios do Pavilhão do Conhecimento) e já inclui o jantar dos pequenos investigadores deste grande assalto.
O lado lúdico da Matemática
Alunos de todo o país, ilhas incluídas, estão amanhã reunidos no Palácio D. Manuel, em Évora, para “brincar” com a Matemática no 3º Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos.
Amanhã, durante todo o dia 950 alunos vão ter a possibilidade de pôr em prática o outro lado da matemática. As actividades centram-se na parte cultural e recreativa desta área e não no aspecto curricular da disciplina. Ainda assim é inegável que a matemática está por trás destes jogos que ajudam a desenvolver as capacidades de raciocínio e estratégia dos participantes. O objectivo é proporcionar a todos os participantes «treino mental, actividades intelectuais e lúdicas», explica Jorge Nuno Silva, da Associação Ludus, responsável pela organização do jogos.
Depois de nas próprias escolas os alunos terem competido por um lugar neste campeonato, amanhã a partir das 10 horas enfrentam as eliminatórias no Palácio D. Manuel, em Évora. Divididos em quatro categorias correspondentes aos três ciclos do ensino básico e ao ensino secundário os alunos vão competir em 6 jogos – Semáforo, Amazonas, Hex, Ouri, Go e Pontos e Quadrados – sendo que em cada jogo as escola só podem ser representadas por uma criança por escalão etário.
Ficarão apurados para a final – que decorrerá da parte da tarde - os dois primeiros alunos em cada torneio, podendo ainda ser repescados o 3º e 4º classificados.
No final do dia ninguém sairá de Évora de mãos a abanar uma vez que todos os participantes neste Campeonato vão receber livros. Mas este não é o único prémio. Cada campeão levará para casa um computador portátil, os segundos classificados recebem uma máquina fotográfica e quem ficar em terceiro lugar tem direito a um leitor MP3. Segundo Jorge Nuno Silva, a organização procura conseguir sempre «bons prémios» porque consideram que «alunos se esforçam e merecem esta recompensa».
E esta estratégia de «aprender jogando» parece já ser uma aposta ganha para a organização. Criado a partir de uma iniciativa de amigos «que foi bem sucedida», recorda Jorge Nuno Silva, o primeiro Campeonato ocorreu em 2004, no Pavilhão do Conhecimento, e foi desde logo um sucesso.
A receptividade das escolas e dos próprios alunos tem sido muito boa e, de ano para ano, há cada vez mais escolas a participar. Amanhã, por exemplo, o campeonato vai receber alunos de uma escola dos Açores. «Não existindo qualquer subsidio para as escolas participantes» - a única “ajuda” da organização é uma merenda, entre as 12h e as 14h, que inclui uma sandes de queijo, uma sandes de fiambre, duas peças de fruta, um sumo e duas águas -, como sublinha Jorge Nuno Silva, este facto já representa bem a expansão dos jogos e do campeonato.
A par do Campeonato os alunos podem ainda participar em outras actividades ao longo do dia que prometem muita animação.
Exclusivamente para os alunos do 1º ciclo estarão a decorrer diversas actividades nas ruínas do Jardim Público, organizadas por alunas do curso de Psicologia da Universidade de Évora. Para os mais crescidos a organização preparou a Exposição “Matemática em Jogo” no Mercado Municipal, junto ao Palácio D. Manuel, e o Departamento de Desporto da Universidade de Évora convida todos os presentes a participar num Peddy paper que procura dar a conhecer a cidade de Évora, e em aulas de aeróbica a decorrer no Jardim Municipal junto ao Palácio D. Manuel.
A 3ª edição do Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos tem a colaboração da Associação Professores de Matemática, Associação Ludos, Ciência Viva, Sociedade Portuguesa de Matemática, Universidade de Évora e Câmara Municipal de Évora.
Para o ano os jogos matemáticos prometem regressar. Até lá miúdos e graúdos podem partir à descoberta desta lado lúdico da disciplina e perceber que a matemática não precisa de ser «um bicho de sete cabeças». Durante todo o ano a Associação Ludus desenvolve várias actividades que têm como objectivo fazer chegar a matemática a toda a família, promovendo e divulgando a Matemática Recreativa nas suas diversas vertentes, nomeadamente pedagógica, cultural, histórica e competitiva.
Mais informações:
http://ludicum.org/
Alunos de todo o país, ilhas incluídas, estão amanhã reunidos no Palácio D. Manuel, em Évora, para “brincar” com a Matemática no 3º Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos.
Amanhã, durante todo o dia 950 alunos vão ter a possibilidade de pôr em prática o outro lado da matemática. As actividades centram-se na parte cultural e recreativa desta área e não no aspecto curricular da disciplina. Ainda assim é inegável que a matemática está por trás destes jogos que ajudam a desenvolver as capacidades de raciocínio e estratégia dos participantes. O objectivo é proporcionar a todos os participantes «treino mental, actividades intelectuais e lúdicas», explica Jorge Nuno Silva, da Associação Ludus, responsável pela organização do jogos.
Depois de nas próprias escolas os alunos terem competido por um lugar neste campeonato, amanhã a partir das 10 horas enfrentam as eliminatórias no Palácio D. Manuel, em Évora. Divididos em quatro categorias correspondentes aos três ciclos do ensino básico e ao ensino secundário os alunos vão competir em 6 jogos – Semáforo, Amazonas, Hex, Ouri, Go e Pontos e Quadrados – sendo que em cada jogo as escola só podem ser representadas por uma criança por escalão etário.
Ficarão apurados para a final – que decorrerá da parte da tarde - os dois primeiros alunos em cada torneio, podendo ainda ser repescados o 3º e 4º classificados.
No final do dia ninguém sairá de Évora de mãos a abanar uma vez que todos os participantes neste Campeonato vão receber livros. Mas este não é o único prémio. Cada campeão levará para casa um computador portátil, os segundos classificados recebem uma máquina fotográfica e quem ficar em terceiro lugar tem direito a um leitor MP3. Segundo Jorge Nuno Silva, a organização procura conseguir sempre «bons prémios» porque consideram que «alunos se esforçam e merecem esta recompensa».
E esta estratégia de «aprender jogando» parece já ser uma aposta ganha para a organização. Criado a partir de uma iniciativa de amigos «que foi bem sucedida», recorda Jorge Nuno Silva, o primeiro Campeonato ocorreu em 2004, no Pavilhão do Conhecimento, e foi desde logo um sucesso.
A receptividade das escolas e dos próprios alunos tem sido muito boa e, de ano para ano, há cada vez mais escolas a participar. Amanhã, por exemplo, o campeonato vai receber alunos de uma escola dos Açores. «Não existindo qualquer subsidio para as escolas participantes» - a única “ajuda” da organização é uma merenda, entre as 12h e as 14h, que inclui uma sandes de queijo, uma sandes de fiambre, duas peças de fruta, um sumo e duas águas -, como sublinha Jorge Nuno Silva, este facto já representa bem a expansão dos jogos e do campeonato.
A par do Campeonato os alunos podem ainda participar em outras actividades ao longo do dia que prometem muita animação.
Exclusivamente para os alunos do 1º ciclo estarão a decorrer diversas actividades nas ruínas do Jardim Público, organizadas por alunas do curso de Psicologia da Universidade de Évora. Para os mais crescidos a organização preparou a Exposição “Matemática em Jogo” no Mercado Municipal, junto ao Palácio D. Manuel, e o Departamento de Desporto da Universidade de Évora convida todos os presentes a participar num Peddy paper que procura dar a conhecer a cidade de Évora, e em aulas de aeróbica a decorrer no Jardim Municipal junto ao Palácio D. Manuel.
A 3ª edição do Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos tem a colaboração da Associação Professores de Matemática, Associação Ludos, Ciência Viva, Sociedade Portuguesa de Matemática, Universidade de Évora e Câmara Municipal de Évora.
Para o ano os jogos matemáticos prometem regressar. Até lá miúdos e graúdos podem partir à descoberta desta lado lúdico da disciplina e perceber que a matemática não precisa de ser «um bicho de sete cabeças». Durante todo o ano a Associação Ludus desenvolve várias actividades que têm como objectivo fazer chegar a matemática a toda a família, promovendo e divulgando a Matemática Recreativa nas suas diversas vertentes, nomeadamente pedagógica, cultural, histórica e competitiva.
Mais informações:
http://ludicum.org/
7 de março de 2007
À Caça das estrelas
Alunos do 3º ciclo do ensino básico e do ensino secundário podem participar em projectos de investigação científica. A Escola Secundária Cidadela é o primeiro estabelecimento de ensino a juntar-se a este projecto. O Educare.pt foi assistir a uma sessão.
Pouco depois das 10 horas os alunos do 12ºA começam a chegar a uma sala rodeada por planetas, estrelas, constelações, luas e réplicas do sistema solar. Aqui tudo cheira a astronomia. E não é de estranhar porque, afinal, como se pode ler na porta, este é o cantinho do Núcleo de Investigação de Astronomia da Escola Secundária Cidadela. Desta vez, é nesta a sala que, os 12 alunos, divididos em grupos de três, vão andar à descoberta de Estrelas O, no âmbito do projecto “Caçar enxames estelares ao redor das estrelas O”, proposto pelo Investigador André Moitinho, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
Entram, sentam-se, ligam os computadores e começam a trabalhar sem ninguém lhes dizer mais nada. Já todos sabem o que há a fazer. À mínima descoberta ou em caso de alguma dúvida chamam as docentes que acompanham o projecto. Por esta altura os alunos já revelam poucas dúvidas mas vibram com as descobertas. A comprová-lo está o entusiasmo de um grupo que durante a sessão “descobriu” uma galáxia na imagem que estava a analisar. Não sabem se já está identificada mas têm esperança que não....
Durante a sessão procura-se no catálogo de Estrelas O – disponibilizado online pelo investigador Jesus Maiz - imagens para análise, confirma-se dados sobre os objectos que aparecem, seleccionam-se pedaços da imagem de possíveis enxames - «sem a estrela O, porque é muito brilhante e satura o CCD do telescópio», explica Rosa Doran, do Núcleo Interactivo de Astronomia (NUCLIO) – para serem visualizados através do telescópio. Através do Planetário Virtual confirma-se se as coordenadas assinaladas estão visíveis nesta altura do ano e, se o tempo ajudar, é então possível observá-las, através do telescópio Faulkes, localizado no Hawai.
Este telescópio é operado remotamente via Internet e permite que as escolas em Portugal observem o céu nocturno a partir da sala de aula, durante o dia. Desta vez, apesar da lua estar muito brilhante e o céu um pouco nublado, os alunos do 12º A tiveram sorte e, durante sensivelmente uma hora, e em tempo real, conseguiram visualizar as imagens correspondentes às coordenadas seleccionadas.
A este processo junta-se depois uma fotometria – medir o brilho das estrelas – que lhes vai permitir fazer um gráfico e confirmar se há ou não um enxame estelar. Se se comprovar a existência de um enxame estelar ao redor das Estrelas O será escrito e publicado um artigo cientifico.
Ao longo do trabalho os alunos são ainda responsáveis pela construção de um glossário sobre os conteúdos que têm vindo a aprender. Daqui nascerá um jogo que será integrado noutro projecto do NUCLIO, desenvolvido com a Caspian Learning Resources e integrado num método inovador de ensino integrado no ambiente de um jogo, o Thinking Worlds. Para já a implantação deste projecto na Escola Secundária Cidadela funciona quase como um teste, para que depois, aquando da sua expansão, e só com o próprio professor da turma, tudo corra bem.
André Pinto, um dos alunos envolvidos no trabalho acha «o projecto inovador, interessante e apelativo» e até já olha para o céu «de maneira diferente». Por tudo isto, André defende que iniciativas destas devem ser implantadas noutras escolas do país. Neste sentido, Leonor Cabral, professora do 12ºA e responsável pelo Clube de Astronomia, adianta que em Leiria «já há um professor interessado em integrar este trabalho também na área de projecto».
A área de investigação é Astronomia e a Astrofísica mas mais do que seduzir os estudantes para esta área profissional esta é uma oportunidade para, aplicando o conteúdo dos programas escolares, «os alunos perceberem para que é que serve aquilo que andam a estudar», refere Rosa Doran, do NUCLIO, e, ao mesmo tempo aprenderem a trabalhar com as novas tecnologias.
Quem acompanhar estas sessões de 90 minutos, às 2ª e 3ª feira de manhã, reconhece no projecto outra importante característica: os alunos ficam rendidos. Quando o projecto foi apresentado, Rosa Doran não viu grande animo nestes alunos. Mas agora é diferente. «O entusiasmo foi crescendo e estão completamente rendidos» comenta Rosa Doran. Leonor Cabral, adianta que já no ano passado houve duas turmas que participaram em projectos do NUCLIO e que «tem sempre havido grande receptividade dos alunos.
Outros projectos
O NUCLIO tem ainda propostos mais quatro projectos científicos onde escolas do 3º ciclo e do ensino secundário podem participar: “Desvendar os mistérios da Galáxia Activa Mrk 348”, supervisionado por Sónia António (Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa); “Acompanhamento de binários de Raios-X”, supervisionado por Cristina Zurita (Instituto de Astronomia da UNAM) e Rosa Doran (NUCLIO),”Identificar crateras em Marte” com o apoio do especialista em geologia planetário do Instituto Superior Técnico, José Saraiva e “Acompanhamento de supernovas”, em colaboração com a Polónia, supervisionado por Maria Luísa Almeida (NUCLIO).
Desenvolvido pelo NUCLIO, e com o apoio do British Council e do Faulkes Telescope Project, a iniciativa Astronomia Profissional nas Escolas surge como parceiro do Hands-On Universe, Europe, um projecto europeu que tem como objectivo renovar o ensino das Ciências recorrendo à Astronomia e à utilização das novas Tecnologias de Informação e cujo conceito pedagógico é a utilização prática de dados astronómicos reais na sala de aula.
O NUCLIO garante todo o apoio necessário durante a execução dos projectos e os professores envolvidos recebem formação sobre a utilização dos Telescópios Faulkes e sobre as ferramentas necessárias à execução do projecto.
A iniciativa é apresentada publicamente dia 28, às 19 horas, no British Council, em Lisboa. Entretanto as escolas e os professores interessados em participar neste projecto poderão entrar em contacto como o NUCLIO e assistir à respectiva formação já dia 17.
Mais informações:
www.nuclio.pt
www.pt.euhou.net
http://faulkes-telescope.com/
Alunos do 3º ciclo do ensino básico e do ensino secundário podem participar em projectos de investigação científica. A Escola Secundária Cidadela é o primeiro estabelecimento de ensino a juntar-se a este projecto. O Educare.pt foi assistir a uma sessão.
Pouco depois das 10 horas os alunos do 12ºA começam a chegar a uma sala rodeada por planetas, estrelas, constelações, luas e réplicas do sistema solar. Aqui tudo cheira a astronomia. E não é de estranhar porque, afinal, como se pode ler na porta, este é o cantinho do Núcleo de Investigação de Astronomia da Escola Secundária Cidadela. Desta vez, é nesta a sala que, os 12 alunos, divididos em grupos de três, vão andar à descoberta de Estrelas O, no âmbito do projecto “Caçar enxames estelares ao redor das estrelas O”, proposto pelo Investigador André Moitinho, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
Entram, sentam-se, ligam os computadores e começam a trabalhar sem ninguém lhes dizer mais nada. Já todos sabem o que há a fazer. À mínima descoberta ou em caso de alguma dúvida chamam as docentes que acompanham o projecto. Por esta altura os alunos já revelam poucas dúvidas mas vibram com as descobertas. A comprová-lo está o entusiasmo de um grupo que durante a sessão “descobriu” uma galáxia na imagem que estava a analisar. Não sabem se já está identificada mas têm esperança que não....
Durante a sessão procura-se no catálogo de Estrelas O – disponibilizado online pelo investigador Jesus Maiz - imagens para análise, confirma-se dados sobre os objectos que aparecem, seleccionam-se pedaços da imagem de possíveis enxames - «sem a estrela O, porque é muito brilhante e satura o CCD do telescópio», explica Rosa Doran, do Núcleo Interactivo de Astronomia (NUCLIO) – para serem visualizados através do telescópio. Através do Planetário Virtual confirma-se se as coordenadas assinaladas estão visíveis nesta altura do ano e, se o tempo ajudar, é então possível observá-las, através do telescópio Faulkes, localizado no Hawai.
Este telescópio é operado remotamente via Internet e permite que as escolas em Portugal observem o céu nocturno a partir da sala de aula, durante o dia. Desta vez, apesar da lua estar muito brilhante e o céu um pouco nublado, os alunos do 12º A tiveram sorte e, durante sensivelmente uma hora, e em tempo real, conseguiram visualizar as imagens correspondentes às coordenadas seleccionadas.
A este processo junta-se depois uma fotometria – medir o brilho das estrelas – que lhes vai permitir fazer um gráfico e confirmar se há ou não um enxame estelar. Se se comprovar a existência de um enxame estelar ao redor das Estrelas O será escrito e publicado um artigo cientifico.
Ao longo do trabalho os alunos são ainda responsáveis pela construção de um glossário sobre os conteúdos que têm vindo a aprender. Daqui nascerá um jogo que será integrado noutro projecto do NUCLIO, desenvolvido com a Caspian Learning Resources e integrado num método inovador de ensino integrado no ambiente de um jogo, o Thinking Worlds. Para já a implantação deste projecto na Escola Secundária Cidadela funciona quase como um teste, para que depois, aquando da sua expansão, e só com o próprio professor da turma, tudo corra bem.
André Pinto, um dos alunos envolvidos no trabalho acha «o projecto inovador, interessante e apelativo» e até já olha para o céu «de maneira diferente». Por tudo isto, André defende que iniciativas destas devem ser implantadas noutras escolas do país. Neste sentido, Leonor Cabral, professora do 12ºA e responsável pelo Clube de Astronomia, adianta que em Leiria «já há um professor interessado em integrar este trabalho também na área de projecto».
A área de investigação é Astronomia e a Astrofísica mas mais do que seduzir os estudantes para esta área profissional esta é uma oportunidade para, aplicando o conteúdo dos programas escolares, «os alunos perceberem para que é que serve aquilo que andam a estudar», refere Rosa Doran, do NUCLIO, e, ao mesmo tempo aprenderem a trabalhar com as novas tecnologias.
Quem acompanhar estas sessões de 90 minutos, às 2ª e 3ª feira de manhã, reconhece no projecto outra importante característica: os alunos ficam rendidos. Quando o projecto foi apresentado, Rosa Doran não viu grande animo nestes alunos. Mas agora é diferente. «O entusiasmo foi crescendo e estão completamente rendidos» comenta Rosa Doran. Leonor Cabral, adianta que já no ano passado houve duas turmas que participaram em projectos do NUCLIO e que «tem sempre havido grande receptividade dos alunos.
Outros projectos
O NUCLIO tem ainda propostos mais quatro projectos científicos onde escolas do 3º ciclo e do ensino secundário podem participar: “Desvendar os mistérios da Galáxia Activa Mrk 348”, supervisionado por Sónia António (Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa); “Acompanhamento de binários de Raios-X”, supervisionado por Cristina Zurita (Instituto de Astronomia da UNAM) e Rosa Doran (NUCLIO),”Identificar crateras em Marte” com o apoio do especialista em geologia planetário do Instituto Superior Técnico, José Saraiva e “Acompanhamento de supernovas”, em colaboração com a Polónia, supervisionado por Maria Luísa Almeida (NUCLIO).
Desenvolvido pelo NUCLIO, e com o apoio do British Council e do Faulkes Telescope Project, a iniciativa Astronomia Profissional nas Escolas surge como parceiro do Hands-On Universe, Europe, um projecto europeu que tem como objectivo renovar o ensino das Ciências recorrendo à Astronomia e à utilização das novas Tecnologias de Informação e cujo conceito pedagógico é a utilização prática de dados astronómicos reais na sala de aula.
O NUCLIO garante todo o apoio necessário durante a execução dos projectos e os professores envolvidos recebem formação sobre a utilização dos Telescópios Faulkes e sobre as ferramentas necessárias à execução do projecto.
A iniciativa é apresentada publicamente dia 28, às 19 horas, no British Council, em Lisboa. Entretanto as escolas e os professores interessados em participar neste projecto poderão entrar em contacto como o NUCLIO e assistir à respectiva formação já dia 17.
Mais informações:
www.nuclio.pt
www.pt.euhou.net
http://faulkes-telescope.com/
5 de março de 2007
Concurso para professor titular sem acordo
Começou hoje a última ronda negocial entre as estruturas sindicais e o ministério da Educação. Apesar de algumas alterações à proposta inicial as criticas continuam.
Apesar de no inicio da reunião de hoje o Ministério da Educação (ME) ter apresentado uma nova proposta com algumas especificações a Federação Nacional dos sindicatos da Educação (FNE) fez saber que está indisponível para concordar com a proposta da tutela.
Lucinda Dâmaso, da FNE, reconhece que depois de três rondas negociais os sindicatos já conseguiram algumas vitórias, que se reflectem nas alterações introduzidas pela tutela na proposta para acesso à categoria de professor titular – os itens de ponderação foram aumentados, o exercício do cargo de director de turma passou a ser classificados com 2 pontos, a classificação necessária para a aprovação do professor no concurso passou de 120 para 95 pontos – mas estas são insuficientes. Segundo, João Dias da Silva a proposta do ministério «ainda fica aquém do cumprimento da lei, pelo que continua a não haver condições para a existência de qualquer acordo [com os sindicatos] nesta matéria».
Além da assiduidade, o acesso à categoria de titular depende ainda de outros critérios como a habilitação académica, a avaliação de desempenho e a experiência profissional, incluindo o exercício de cargos de coordenação e gestão. Neste ponto, o ME aceitou contabilizar o desempenho do cargo de director de turma, mas mantém que a experiência profissional dos candidatos só é considerada nos últimos sete anos e não ao longo de toda a carreira.
«Não podemos permitir que só sejam avaliados os últimos sete anos de carreira e sejam privilegiados os cargos de liderança», contesta Lucinda Dâmaso. Para a responsável da FNE, o concurso deveria ter em consideração todos os anos de carreira do docente em causa e todos os cargos exercidos, quer fossem ou não funções de liderança, caso contrário, acredita, corre-se o risco de se estar a subverter o papel dos professores.
Para o ME o facto de serem avaliados unicamente os últimos sete anos de carreira visa garantir a valorização da experiência recente mais relevante, num concurso ao qual poderão apresentar-se mais de 60 mil candidatos e onde, justifica a tutela, «é necessário reduzir ao mínimo as margens de subjectividade».
A questão da assiduidade foi mais uma vez abordada garantindo o ME que as faltas de maternidade, paternidade, bem como para formação não serão tidas em conta para a pontuação no concurso de professor titular.
A nova proposta do ME reflecte isso mesmo e já não penaliza as faltas e licenças por maternidade, paternidade, greve ou actividade sindical. Contudo, para a FNE, isto não é um recuo por parte do ME mas sim «uma questão de pura legalidade». Ainda assim, a federação afecta à UGT continua a classificar de «inaceitável e ilegal» penalização de outras faltas justificadas como aquelas que forem dadas por motivos de doença ou morte de familiar.
No novo documento, a tutela reviu ainda a ponderação atribuída ao factor assiduidade - que continua a ser um dos principais critérios de selecção - estipulando uma nova pontuação para as faltas, depois da polémica criada em torno da anterior proposta, que era mais penalizadora. Assim, em cada um dos cinco anos lectivos em análise, se o candidato tiver dado até oito faltas é classificado com sete pontos, se tiver faltado entre 9 e 14 vezes é classificado com cinco, entre 15 e 19 tem uma pontuação de quatro e com vinte ou mais faltas tem apenas um ponto.
Um candidato com faltas injustificadas tem automaticamente zero pontos na assiduidade, o que, na anterior versão, acontecia a qualquer professor com mais de nove ausências, mesmo que tivessem sido justificadas.
Apesar de ser revista de forma mais favorável a pontuação dada a cada critério, com esta última proposta, a classificação obtida pelos candidatos (no caso dos professores do 8º e 9 º escalões) continua a não ser suficiente para o acesso a titular, já que há quotas estabelecidas para esta categoria, a que só poderão pertencer um terço dos docentes de cada agrupamento de escolas.
No entanto, o ministério salienta que não ficarão preenchidos, para já, todos os lugares correspondentes a essa quota, uma vez que se trata do primeiro processo de recrutamento para professor titular. Segundo a tutela «os professores que sejam candidatos a este concurso e não obtenham provimento terão seguramente oportunidade de se apresentar a futuros concursos».
A negociação com os sindicatos, sobre esta matéria deverá ficar concluída amanhã. No entanto, a FNE pondera ainda accionar o mecanismo de negociação suplementar, tal como os sindicatos fizeram no caso do Estatuto da Carreira Docente, publicado em Diário da República a 19 de Janeiro.
Segundo Lucinda Dâmaso o ME já garantiu que não vai fazer mais reuniões sobre esta matéria por isso a FNE receia agora que o próximo passo seja a «publicação imposta» do diploma, sem qualquer acordo com os sindicatos. Se assim for a FNE irá ponderar sobre que medidas irá tomar. Anteriormente, a Federação Nacional dos Professores já acusou o ME de demonstrar «pouca flexibilidade», chegando mesmo a apelar à contestação dos próprios professores em futuras acções para combater a proposta apresentada.
Começou hoje a última ronda negocial entre as estruturas sindicais e o ministério da Educação. Apesar de algumas alterações à proposta inicial as criticas continuam.
Apesar de no inicio da reunião de hoje o Ministério da Educação (ME) ter apresentado uma nova proposta com algumas especificações a Federação Nacional dos sindicatos da Educação (FNE) fez saber que está indisponível para concordar com a proposta da tutela.
Lucinda Dâmaso, da FNE, reconhece que depois de três rondas negociais os sindicatos já conseguiram algumas vitórias, que se reflectem nas alterações introduzidas pela tutela na proposta para acesso à categoria de professor titular – os itens de ponderação foram aumentados, o exercício do cargo de director de turma passou a ser classificados com 2 pontos, a classificação necessária para a aprovação do professor no concurso passou de 120 para 95 pontos – mas estas são insuficientes. Segundo, João Dias da Silva a proposta do ministério «ainda fica aquém do cumprimento da lei, pelo que continua a não haver condições para a existência de qualquer acordo [com os sindicatos] nesta matéria».
Além da assiduidade, o acesso à categoria de titular depende ainda de outros critérios como a habilitação académica, a avaliação de desempenho e a experiência profissional, incluindo o exercício de cargos de coordenação e gestão. Neste ponto, o ME aceitou contabilizar o desempenho do cargo de director de turma, mas mantém que a experiência profissional dos candidatos só é considerada nos últimos sete anos e não ao longo de toda a carreira.
«Não podemos permitir que só sejam avaliados os últimos sete anos de carreira e sejam privilegiados os cargos de liderança», contesta Lucinda Dâmaso. Para a responsável da FNE, o concurso deveria ter em consideração todos os anos de carreira do docente em causa e todos os cargos exercidos, quer fossem ou não funções de liderança, caso contrário, acredita, corre-se o risco de se estar a subverter o papel dos professores.
Para o ME o facto de serem avaliados unicamente os últimos sete anos de carreira visa garantir a valorização da experiência recente mais relevante, num concurso ao qual poderão apresentar-se mais de 60 mil candidatos e onde, justifica a tutela, «é necessário reduzir ao mínimo as margens de subjectividade».
A questão da assiduidade foi mais uma vez abordada garantindo o ME que as faltas de maternidade, paternidade, bem como para formação não serão tidas em conta para a pontuação no concurso de professor titular.
A nova proposta do ME reflecte isso mesmo e já não penaliza as faltas e licenças por maternidade, paternidade, greve ou actividade sindical. Contudo, para a FNE, isto não é um recuo por parte do ME mas sim «uma questão de pura legalidade». Ainda assim, a federação afecta à UGT continua a classificar de «inaceitável e ilegal» penalização de outras faltas justificadas como aquelas que forem dadas por motivos de doença ou morte de familiar.
No novo documento, a tutela reviu ainda a ponderação atribuída ao factor assiduidade - que continua a ser um dos principais critérios de selecção - estipulando uma nova pontuação para as faltas, depois da polémica criada em torno da anterior proposta, que era mais penalizadora. Assim, em cada um dos cinco anos lectivos em análise, se o candidato tiver dado até oito faltas é classificado com sete pontos, se tiver faltado entre 9 e 14 vezes é classificado com cinco, entre 15 e 19 tem uma pontuação de quatro e com vinte ou mais faltas tem apenas um ponto.
Um candidato com faltas injustificadas tem automaticamente zero pontos na assiduidade, o que, na anterior versão, acontecia a qualquer professor com mais de nove ausências, mesmo que tivessem sido justificadas.
Apesar de ser revista de forma mais favorável a pontuação dada a cada critério, com esta última proposta, a classificação obtida pelos candidatos (no caso dos professores do 8º e 9 º escalões) continua a não ser suficiente para o acesso a titular, já que há quotas estabelecidas para esta categoria, a que só poderão pertencer um terço dos docentes de cada agrupamento de escolas.
No entanto, o ministério salienta que não ficarão preenchidos, para já, todos os lugares correspondentes a essa quota, uma vez que se trata do primeiro processo de recrutamento para professor titular. Segundo a tutela «os professores que sejam candidatos a este concurso e não obtenham provimento terão seguramente oportunidade de se apresentar a futuros concursos».
A negociação com os sindicatos, sobre esta matéria deverá ficar concluída amanhã. No entanto, a FNE pondera ainda accionar o mecanismo de negociação suplementar, tal como os sindicatos fizeram no caso do Estatuto da Carreira Docente, publicado em Diário da República a 19 de Janeiro.
Segundo Lucinda Dâmaso o ME já garantiu que não vai fazer mais reuniões sobre esta matéria por isso a FNE receia agora que o próximo passo seja a «publicação imposta» do diploma, sem qualquer acordo com os sindicatos. Se assim for a FNE irá ponderar sobre que medidas irá tomar. Anteriormente, a Federação Nacional dos Professores já acusou o ME de demonstrar «pouca flexibilidade», chegando mesmo a apelar à contestação dos próprios professores em futuras acções para combater a proposta apresentada.
2 de março de 2007
Escolas do futuro com investimento de 4 milhões de euros em Gaia
O objectivo é dotar todas as escolas do 1º ciclo do ensino básico do concelho com as mais modernas plataformas tecnológicas para a Educação.
A partir desta semana as aulas da escola Escola EB1 do Outeiro, em Oliveira do Douro, vão ser diferentes. Aos quadros negros e ao giz juntam-se agora, distribuídos pelas várias salas de aula, quadros interactivos que, na opinião de Luís Filipe Menezes, Presidente da Câmara Municipal de Gaia, trazem “uma grande revolução no ensino e alterará, de forma decisiva, todo o processo educacional".
Um quadro interactivo é uma quadro sensível ao toque ligado a um computador que permite que o utilizador controle o computador ao tocar no quadro. Pode ser utilizado de forma similar ao vulgar quadro de ardósia mas permite desenvolver as aulas utilizando uma variedade de conteúdos multimédia, incluindo imagens, apresentações, filmes, Internet e sons, tornando-se assim numa ferramenta capaz de criar espaços de aprendizagem entusiasmantes e seduzir crianças e jovens de todas as idades e capacidades.
São já quatro as escolas de Gaia que contam com este equipamento e vivem esta experiência todos os dias e outras se seguirão. O Município de Vila Nova de Gaia vai investir, ao longo dos próximos três anos, cerca de quatro milhões de euros no âmbito do projecto “Escola do Séc. XXI – Escola Virtual”, que visa apetrechar todas as escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico do Concelho com as mais modernas plataformas tecnológicas para a Educação, tornando-as “Escolas Virtuais”.
Devesas, Vila Chã, Portelinha e Outeiro representam um total de dez por cento da população escolar que têm já acesso aos novos equipamentos pedagógicos prevendo-se que, dentro de um ano existam trinta escolas totalmente equipadas.
De acordo com Luís Filipe Menezes, Gaia é o primeiro Município do País a implementar este projecto de carácter pedagógico nas escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico, mas, apesar disso, referiu o autarca, existe um grande problema adjacente à implementação deste projecto: «Quando os alunos transitarem para o 2.º ciclo, sentirão com toda a certeza a falta desta qualidade de ensino».
A Escola Virtual é um projecto educacional da Porto Editora que introduz um modelo de aprendizagem inovador, orientado para o sucesso escolar dos estudantes, que apresenta todos os conteúdos programáticos de cada uma das disciplinas nucleares, recorrendo à integração de recursos multimédia que tornam a aprendizagem num processo activo, no qual o aluno aprende ao seu próprio ritmo e de uma forma flexível.
A implementação da Escola Virtual requer um investimento que ronda os 10 mil euros por sala de aula e é um projecto que acolhe já o reconhecimento e a satisfação de toda uma comunidade escolar.
O objectivo é dotar todas as escolas do 1º ciclo do ensino básico do concelho com as mais modernas plataformas tecnológicas para a Educação.
A partir desta semana as aulas da escola Escola EB1 do Outeiro, em Oliveira do Douro, vão ser diferentes. Aos quadros negros e ao giz juntam-se agora, distribuídos pelas várias salas de aula, quadros interactivos que, na opinião de Luís Filipe Menezes, Presidente da Câmara Municipal de Gaia, trazem “uma grande revolução no ensino e alterará, de forma decisiva, todo o processo educacional".
Um quadro interactivo é uma quadro sensível ao toque ligado a um computador que permite que o utilizador controle o computador ao tocar no quadro. Pode ser utilizado de forma similar ao vulgar quadro de ardósia mas permite desenvolver as aulas utilizando uma variedade de conteúdos multimédia, incluindo imagens, apresentações, filmes, Internet e sons, tornando-se assim numa ferramenta capaz de criar espaços de aprendizagem entusiasmantes e seduzir crianças e jovens de todas as idades e capacidades.
São já quatro as escolas de Gaia que contam com este equipamento e vivem esta experiência todos os dias e outras se seguirão. O Município de Vila Nova de Gaia vai investir, ao longo dos próximos três anos, cerca de quatro milhões de euros no âmbito do projecto “Escola do Séc. XXI – Escola Virtual”, que visa apetrechar todas as escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico do Concelho com as mais modernas plataformas tecnológicas para a Educação, tornando-as “Escolas Virtuais”.
Devesas, Vila Chã, Portelinha e Outeiro representam um total de dez por cento da população escolar que têm já acesso aos novos equipamentos pedagógicos prevendo-se que, dentro de um ano existam trinta escolas totalmente equipadas.
De acordo com Luís Filipe Menezes, Gaia é o primeiro Município do País a implementar este projecto de carácter pedagógico nas escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico, mas, apesar disso, referiu o autarca, existe um grande problema adjacente à implementação deste projecto: «Quando os alunos transitarem para o 2.º ciclo, sentirão com toda a certeza a falta desta qualidade de ensino».
A Escola Virtual é um projecto educacional da Porto Editora que introduz um modelo de aprendizagem inovador, orientado para o sucesso escolar dos estudantes, que apresenta todos os conteúdos programáticos de cada uma das disciplinas nucleares, recorrendo à integração de recursos multimédia que tornam a aprendizagem num processo activo, no qual o aluno aprende ao seu próprio ritmo e de uma forma flexível.
A implementação da Escola Virtual requer um investimento que ronda os 10 mil euros por sala de aula e é um projecto que acolhe já o reconhecimento e a satisfação de toda uma comunidade escolar.
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