31 de janeiro de 2007

Lisboa recebe Instituto Confúcio

A Universidade de Lisboa vai ter um departamento do Instituto Confúcio para promover a língua e cultura chinesas em Portugal.


O protocolo foi hoje assinado, na China, pelo Reitor da Universidade de Lisboa, António Nóvoa, e pela directora geral do Conselho Internacional do Ensino Chinês, Xu Lin.

De acordo com informações divulgadas pela Agência Lusa, o Instituto Confúcio pretende desenvolver o intercâmbio e o diálogo entre Portugal e a China nos domínios da educação, cultura, política e negócios.

Esta oportunidade surge de um convite e interesse formal por parte da China em estabelecer uma parceria com a Universidade de Lisboa. Amélia Loução, vice-reitora da Universidade, adianta que receber o Instituto Confúcio é motivo «de um grande orgulho porque foram eles que nos convidaram e desafiaram» para este projecto. Além disso, acrescenta, «ter um pólo com estas características é extremamente importante porque permite abrir parcerias entre os dois países» não só ao nível da educação mas também da cultura e dos negócios.

No protocolo o Instituto Confúcio compromete-se a promover e leccionar chinês, desenvolver programas de formação para professores da língua chinesa e actuar como um centro de serviços para instrutores que leccionem chinês em escolas secundárias públicas e privadas.

Outro dos objectivos é estabelecer laços entre empresários portugueses e chineses e promover o conhecimento e a compreensão da cultura chinesa. Está ainda previsto a atribuição de bolsas de estudo e o desenvolvimento de programas de investigação.

O alargamento de actividades a outras universidades e instituições do ensino superior em Lisboa, nomeadamente a Universidade Técnica, a Universidade Nova e o Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa não vai ser esquecido, mas estudantes, professores e investigadores destas instituições terão desde logo acesso às actividades do Instituto Confúcio da Universidade de Lisboa.

O Gabinete do Conselho Internacional do Ensino do Chinês irá atribuir cerca de 77 mil euros para o arranque do Instituto Confúcio, bem como livros chineses e material de ensino audiovisual para a biblioteca do Instituto, programas de ensino e material de aulas e com o financiamento de projectos especiais recomendados.

À Universidade de Lisboa cabe a responsabilidade de proporcionar estruturas de funcionamento, como espaços para gabinetes, biblioteca e salas de aula.

Para já, Amélia Loução adianta que não há ainda uma data prevista para o inicio das actividades sendo necessário tratar de alguns detalhes.

O Instituto Confúcio terá um Conselho Consultivo que será responsável por definir e acordar a estratégia, o planeamento e o orçamento anual. O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, e José Sócrates assistiram à assinatura do acordo entre o Conselho Internacional do Ensino do Chinês e a Universidade de Lisboa para a constituição daquele que será o segundo Instituto Confúcio para o ensino da língua chinesa em Portugal – o primeiro está instalado na Universidade do Minho.

Segundo estimativas do Ministério Chinês da Educação cerca de 40 milhões de pessoas em todo o mundo estão aprender chinês e este número deverá aumentar para cem milhões em 2010. O Instituto Confúcio assegura a difusão da língua e culturas chinesas além fronteiras, tendo já cerca de 100 centros espalhados por diferentes países e regiões. No final da década espera chegar aos 500 centros.

in www.educare.pt
Os Violinos vão à Escola

“Uma Orquestra de Violinos” é um projecto educativo, e de integração social, que ensina música em tempo escolar e abre portas para outras realidades aos alunos da Escola EB1 nº2 de Vialonga.


O som do violino faz-se ouvir todos os dias na EB1 nº 2 de Vialonga. Por 40 minutos, os números e as letras dão lugar ao som das notas musicais. “Uma orquestra de Violinos” é o projecto responsável por tamanha alteração na vida escolar dos alunos desta escola, no Concelho de Vila Franca de Xira.


A ideia surgiu ainda no ano lectivo de 2004/05. «Somos uma escola com uma população com dificuldades acentuadas que necessita de outras oportunidades e a música estava muito ausente e é uma componente importante», explica Armandina Soares, presidente do Conselho Executivo da EB1 nº2 de Vialonga. A isto junta-se o encontro casual com a professora de Música Rita Mendes que gostava de fazer uma experiência pedagógica a este nível e provar que a aprendizagem da música pode ser feita em horário escolar.

Estavam dados os primeiros passos, mas eram precisos apoios para concretizar o sonho. O objectivo era levar os alunos, entre os 6 e os 8 anos, a aprender e apreciar violino, mostrar-lhes outras realidades e, quem sabe, abrir-lhes uma porta para o futuro. Divulgado o projecto o Ministério da Educação disponibilizou-se para pagar à professora as aulas de música e a Câmara Municipal conseguiu o apoio da Centralcer, que ofereceu os instrumentos musicais necessários – 25 violinos e um teclado portátil.

Criadas todas as condições o projecto é lançado a 25 de Novembro de 2005. Os alunos gostaram da novidade e a comunidade escolar acreditou desde logo no projecto. A selecção dos alunos foi feita a partir de critérios de musicalidade. Um ano depois a orquestra de violinos envolve aproximadamente 30 crianças, divididas em dois níveis – os que começaram desde o inicio e os que chegaram este ano -, e ganhou dois novos professores, Jonatas Ferreira e Jean Aroutiounian (Arménio). O entusiasmo e a «vontade de continuar» são os mesmos, ou ainda maiores!

As aulas decorrem em período escolar, sem prejudicar a aprendizagem e aproveitamento das matérias que estão no programa, e têm a duração de 40 minutos. Os violinos – que ficam guardados na escola – saem religiosamente do armário para delicadamente poisarem nos ombros dos jovens pupilos e, ao sinal dos professores, começarem a vibrar nas suas pequenas mãos e a ecoar o seu som por toda a sala.

E não se pense que os alunos envolvidos neste projecto só tocam dentro daquelas quatro paredes da sala de aula. Estes pequenos violinistas já actuaram na sessão de apresentação deste projecto – onde esteve presente a Ministra da Educação -, na festa de Natal da Escola e num encontro intercultural promovido pela Associação de Professores para a Educação Intercultural, entre outras. Para este ano esperam-se outras actuações.

Este projecto é também um programa de integração social para estes jovens que lhes permite ter um primeiro contacto, sustentado, com a música – actualmente esta disciplina só está prevista para o 5º e 6º ano – e conhecer outras realidades e outros sons tão diferentes das músicas da moda que normalmente ouvem com os amigos. Terá isto influência no futuro destas crianças? Armandina Soares garante que o balanço «tem sido muito positivo» e acredita que, inegavelmente, «esta iniciativa vai deixar marcas em todos eles». A Presidente do Conselho Executivo vai mais longe e adianta que, entre as crianças, há pupilos que «têm futuro nesta área e chegados ao 4º ano, devem seguir para o Conservatório».

A concretizar-se, a vinda do pólo do Conservatório de Música para Vialonga poderá vir a facilitar que estes jovens aprendizes possam dar continuidade aos estudos dentro da área.

Mas a iniciativa da Escola EB1 nº2 de Vialonga não se fica por aqui. O sonho ganha asas e quer voar mais alto. «Queremos criar uma orquestra com diferentes instrumentos» adianta Armandina Soares. O desejo é ambicioso, mas está longe de ser impossível até porque a Fundação Calouste Gulbenkian já se mostrou interessada em apoiar este projecto. Como explica Armandina Soares «o violino foi apenas um cheirinho».


«Não há equivalência automática»

Ministério, Direcção Geral do Ensino Superior e Faculdade de Ciência da Universidade de Lisboa negam que licenciaturas concluídas antes da entrada em vigor do Processo de Bolonha sejam automaticamente promovidas a Mestrado.


Face às notícias avançadas por alguns meios de comunicação durante o fim-de-semana relativamente à equivalência de licenciaturas de cinco anos anteriores ao Processo de Bolonha a grau de Mestrado, a Faculdade de Ciências esclarece, em comunicado, que «os estudantes cujas licenciaturas de cinco anos foram concluídas antes da entrada em vigor do Processo de Bolonha não serão automaticamente promovidas a grau de Mestrado».

Este assunto pode ser confirmado no Decreto-lei nº 74/2006 de 24 de Março onde se constata «não haver lugar a promoções automáticas de grau licenciado (adquirido antes da vigência do DL 74/2006, com 5 anos de duração) a grau mestre», esclarece Maria Carla Kullberg, do Conselho Directivo da FCUL.

Para Maria Carla Kullberg o artigo 45º do DL 74/2006 de 24 de Março «é muito claro» a este respeito, estabelecendo que é da responsabilidade exclusiva das instituições de ensino superior «fixarem os procedimentos a adoptar para a creditação de formação realizada e adquirida pelos estudantes» noutros ciclos de estudos superiores, em estabelecimentos nacionais ou estrangeiros, quer a obtida no quadro do Processo de Bolonha quer a obtida anteriormente.

Aquilo que está em causa «é ser possível a creditação de formação anteriormente adquirida e este conceito não tem nada a ver com equivalências» esclarece Maria Kullberg, sublinhando que «são coisas distintas e com enquadramento jurídico e implicações diferentes».

Segundo o Ministério da Ciência Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) bacharéis e licenciados, antes da reorganização dos graus do ensino superior decorrente do Processo de Bolonha, que pretendam continuar os estudos e obter outros graus académicos devem solicitar a respectiva inscrição às universidades ou institutos politécnicos que pretendam frequentar. Caberá depois a cada estabelecimento de ensino superior avaliar a formação anterior do estudante, em função de cada pedido, e decidir aquilo que pode ou não ser creditado e, consequentemente, qual a formação que o estudante terá ainda de realizar com vista à obtenção do novo grau académico.

A Direcção Geral do Ensino Superior confirma igualmente que «não há qualquer equivalência automática». Aquilo que poderá existir, e está previsto, é que estudantes com licenciaturas de 5 anos, uma vez inscritos num mestrado, «possam pedir a creditação de cadeiras na mesma área, tal como também é possível creditar a experiência profissional».

O Ministério da ciência Tecnologia e Ensino Superior salienta ainda que «esta creditação tem em consideração o nível dos créditos e a área científica onde foram obtidos» e esclarece que cabe a cada instituição de ensino superior fixar os diferentes critérios e condições para a creditação de formação anteriormente realizada.

A FCUL já tem em prática no corrente ano lectivo os procedimentos que asseguram a creditação de formação para efeitos de prosseguimento de estudos, situação que se deverá repetir, ao longo do tempo, e até 2010, para todos os estabelecimentos de ensino superior.


Assumido em 1999 pelos Estados da União Europeia, o processo de Bolonha é um compromisso para a criação, até 2010, de um "espaço europeu do Ensino Superior", assumido em 1999 pela União Europeia e tem como principal objectivo tornar equivalentes os graus académicos atribuídos em todos os Estados-membros facilitando assim a mobilidade e a empregabilidade dos estudantes na Europa.


30 de janeiro de 2007

Concurso Nacional de Jornais Escolares

Promovido pelo projecto Público na Escola, este ano a iniciativa está subordinada ao tema “Ler na Escola e no Mundo do séc. XXI Como? Quando? Onde? Porquê?”


O concurso não é novo. Costuma repetir-se todos os anos mas sempre com um tema diferente. O objectivo, esse, como explica Eduardo Jorge Madureira, director pedagógico do projecto, é «estimular a realização e evolução de jornais escolares» num número cada vez maior de escolas. E os jornais escolares têm um papel importante porque não só fazem parte do processo de aprendizagem dos alunos e de identidade de cada escola como funcionam como um instrumento cívico de discussão de temas relevantes e como meio de comunicação entre a comunidade escolar e o meio envolvente.

Este ano o concurso nacional de jornais escolares «decorre do Plano Nacional de Leitura» e tem como tema: “Ler na Escola e no Mundo do séc. XXI Como? Quando? Onde? Porquê?”

A leitura tem um papel fundamental na sociedade e com os novos suportes surgem novos tipos de texto que requerem outras competências. O que é que lemos? Porque é que lemos? O que é que fazemos com aquilo que lemos? Porque é que queremos que os outros leiam? Como é que estimulamos a leitura? As respostas a estas e outras perguntas serão dadas pelos jornais escolares que aceitarem o desafio e participarem neste concurso.

O director pedagógico do projecto defende que «é fundamental dinamizar o gosto pela leitura nas escolas» e reconhece que «estamos a ir no bom caminho». Esta iniciativa, com este tema específico, é uma ajuda para a reflexão de todos e ao mesmo tempo uma maneira de maior destaque ao assunto e dar maior visibilidade aquilo que está a ser feito nas diferentes escolas.

A iniciativa está aberta a todos os agrupamentos escolares e estabelecimentos de ensino dos 1º, 2º e 3º ciclos do ensino básico e do ensino secundário, de Norte a sul do país, regiões autónomas e comunidades portuguesas no estrangeiro. As inscrições têm de ser feitas até dia 30 de Março e os materiais terão de ser enviados durante o mês de Junho. Podem concorrer publicações em suporte de papel – com pelo menos 3 edições - ou jornais electrónicos – com, no mínimo, 3 actualizações de fundo. Os premiados serão conhecidos até final do mês de Outubro deste ano.

No 1º escalão - para estabelecimentos do 1º, 2º e 3º ciclo do ensino básico e jardins de infância – e no 2º - escolas secundárias e profissionais – os vencedores poderão receber 3700 euros, para o 1º prémio, 2500 euros, para o 2º, e 1250 euros para o 3º lugar. O 3º escalão é referente apenas aos jornais electrónicos e tem um prémio único no valor de 2500 euros.

Serão ainda atribuídos dois prémios especiais: um prémio para distinguir o melhor grafismo, no valor de 600 euros e um prémio especial, no valor de 2500 euros, a que só se podem candidatar os jornais escolares premiados na edição do ano passado. Em todos os casos, e como está previsto no regulamento, «o valor dos prémios destina-se a ser utilizado no desenvolvimento de um projecto de comunicação».

Para já esperam-se centenas de candidaturas até porque o balanço das edições anteriores tem sido muito positivo. «Temos sempre 200 a 300 escolas de todo o país e de todos os graus de ensino a participar», justifica Eduardo Jorge Madureira.

O projecto Público na Escola é uma iniciativa de educação para os media do jornal Público que visa estimular a produção e edição de jornais escolares, a criação de acções de formação para professores responsáveis por jornais escolares e a edição de materiais que facilitem a educação pelos media e ajudem a compreender o dia-a-dia. Este concurso de jornais escolares nasceu e tem vindo a crescer com o jornal Público que assinala este ano o seu 17º aniversário.

Esta iniciativa conta com o apoio do Ministério da Educação, Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Cientifica e Tecnológica, da Porto Editora e do Centro Português de Design.

Mais informações em: http://www.publico.clix.pt/homepage/projectos/pubnaesc/


“Deixemos o Sexo em Paz”

Peça de teatro pedagógica apresenta a sexualidade sem tabus, de modo leve e divertido. Em digressão pelo país, e em breve em cena no Teatro Maria Vitória, em Lisboa, esta peça é um contributo para o programa de educação sexual.


Durante 1h30, a adaptação do original do dramaturgo Dario Fo (Prémio Nobel da Literatura) e Franca Rame, a cargo da Companhia de Teatro Maria Paulos, ganha vida pela mão da actriz – a própria Maria Paulos - que interpreta uma conferencista que numa pequena intervenção, em que frequentemente interage com o público, apresenta pequenos factos do dia-a-dia e «tão pertinentes» como os pais perante o sexo, a primeira experiência sexual, a virgindade, a menstruação, a relação com o outro sexo, as inseguranças dos rapazes, o orgasmo, a impotência, o aborto, entre outras.

A ideia para esta peça «surge na sequência de este texto ser pedagógico e muito bem construído sobre a temática da Educação Sexual» procurando passar a mensagem de que se deve «encarar a vida sexual como uma forma de ser feliz, praticando-a de uma maneira consciente e informada», explica Maria Paulos.

Com o objectivo de consciencializar o público jovem «e não só», sublinha Maria Paulos, sobre os problemas do sexo que ainda são tabu, a peça de teatro “Deixemos o Sexo em Paz” tem efectuado digressões a várias escolas de Norte a Sul do país e já passou por algumas salas como o Teatro Sá da Bandeira, no Porto, o Auditório António Aleixo, em Vila Real de Santo António, entre outras. A partir do dia 27 de Fevereiro a peça estará em cena no Teatro Maria Vitória, no Parque Mayer, em Lisboa, em datas específicas a designar.


Dirigida a um público vasto, «dos 12 aos 150... anos!», a peça fala de coisas sérias de um modo leve e divertido. E esta abordagem tem agradado quer aos jovens quer aos adultos uma vez que a «receptividade da peça tem sido muito boa», garante Maria Paulos.

Diversas associações de pais e professores já consideraram esta peça «um excelente contributo para a disciplina de sexualidade». E a explicação pode ser simples. Para os responsáveis por esta peça, “Deixemos o Sexo em Paz” apresenta de forma risonha «um tema geralmente solenizado» e chama a atenção para a importância que tem uma sexualidade bem vivida, por pessoas bem informadas sobre os diferentes riscos existentes e com uma atitude de liberdade que não pode excluir a responsabilidade.

Ao longo de todo o espectáculo, e em diversas cenas, a personagem interpretada por Maria Paulos dá resposta à curiosidade dos adolescentes, «que iniciam cada vez mais cedo e muitas vezes de uma forma errada e “às escuras” a sua vida sexual» e, num tom de comédia, vai desmontando o ridículo e a pomposidade de diversas situações, resultantes sobretudo, do desconforto e da incomodidade de como, por vezes, algumas pessoas tratam e vêem o sexo.

A peça continua em digressão mas a partir do dia 27 de Fevereiro e até Dezembro pode ser vista no Teatro Maria Vitória, em Lisboa, em datas específicas. As sessões estão previstas para as 15 horas e é necessário efectuar uma pré-reserva. Para requisitar a peça ou fazer a pré-reserva as escolas ou outras entidades interessadas devem entrar em contacto com o teatro Maria Paulos, responsável pela produção da peça “Deixemos o Sexo em Paz”.

Mais informações em:
www.teatromariapaulos.com.sapo.pt
www.mariapaulos.com.sapo.pt

26 de janeiro de 2007

Prémio Estatístico Júnior 2007

Concurso organizado pela Sociedade Portuguesa de Estatística dirige-se aos alunos do 3º ciclo e do Secundário. As candidaturas têm de ser enviadas até dia 15 de Maio.

O Prémio Estatístico Júnior surgiu em 2005 como uma iniciativa da anterior Direcção da SPE em comemoração do 25º aniversário da fundação da Sociedade. Para Russell Alpizar, da direcção da SPE, o principal objectivo desta iniciativa «é estimular e desenvolver o interesse dos alunos pela área da probabilidade e estatística» salientado que esta matéria faz parte dos programas de matemática do 3º ciclo e do Ensino Secundário e que «normalmente levantam problemas de aprendizagem».

Dirigido aos alunos do 3º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário, aceitam-se s candidaturas individuais ou em grupo, com um máximo de 3 alunos, e pode ainda fazer parte um professor do ensino básico ou secundário a quem cabe o papel de orientador.

A temática do trabalho «deve estar relacionada com a teoria da probabilidade e/ou estatística», explica Russel Alpizar, e os candidatos têm de apresentar um trabalho constituído por um texto escrito, em Português, com um máximo de 10 páginas A4 dactilografadas, e um poster, em formato A2, que resuma os principais aspectos do trabalho.

Os autores dos três melhores trabalhos do 3ºciclo do ensino básico e do ensino secundário serão presenteados com prémios constituídos por produtos pedagógicos editados pela Porto Editora (à excepção de manuais escolares) no valor de 600, 300 e 200 euros, a atribuir, respectivamente, aos trabalhos que sejam classificados em 1º, 2º e 3º lugar. Aos grupos proponentes dos trabalhos classificados em 1º lugar será também oferecida uma ampliação do correspondente poster que será colocado na Sessão de Posters do XV Congresso Anual da SPE.

Mas os alunos não serão os único presenteados. O professor orientador do trabalho classificado em 1º lugar, em cada categoria, também será premiado. O docente receberá uma anuidade grátis como sócio da SPE, ajudas de custo para participação no XV Congresso Anual da SPE e produtos pedagógicos editados pela Porto Editora (à excepção de manuais escolares) no valor de 500 Euros.

O concurso está aberto até 15 de Maio de 2007 e os interessados deverão preencher e enviar um boletim de candidatura, acompanhado do trabalho concorrente, para a Sociedade Portuguesa de Estatística, dirigido ao Presidente da SPE.

A apreciação dos trabalhos submetidos a concurso é da competência de um júri, cuja constituição e nomeação é da responsabilidade da Direcção da SPE.

Em 2005 concorreram 10 trabalhos de jovens dos Ensinos Básicos e Secundário e, garante o membro da direcção da SPE, «apareceram trabalhos muito interessantes», que apresentavam «aplicações da probabilidade e estatística em matérias de outras disciplinas ou em questões relativas à própria escola e à opinião dos alunos sobre essas questões». Foram premiados trabalhos da Escola EB 2,3 de Mexilhoeira Grande (1º lugar do Ensino Básico); da Escola Frei Manuel de Santa Inês de Rio de Mouro (2º e 3º lugar do Ensino Básico; da Escola Secundária da Chamusca (2º lugar do Ensino Secundário) e da Escola Secundária do Entroncamento (3º lugar do Ensino Secundário). Nesta edição o 1º lugar do Ensino Secundário não foi atribuído.

Na última edição o balanço foi tão positivo que a actual Direcção da SPE decidiu «dar continuidade a esta iniciativa com uma periodicidade anual» para ser compatível com os Congressos Anuais que a SPE organiza, adianta Russel Alpizar. No entanto, sublinha, «a viabilidade dessa continuidade depende em grande medida dos eventuais patrocínios».

Na edição dos prémios "Estatístico Júnior 2005" a SPE contou com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian. Os prémios "Estatístico Júnior 2007" contam com o apoio da Porto Editora.

Mais informações:http://www.spestatistica.pt

25 de janeiro de 2007

Projecto Escola na Natureza

Já pensou em ter formação na área do ambiente e da sustentabilidade fora de uma sala de aula e em plena área protegida? Durante dois dias, e uma noite, este projecto pode ser a solução para alunos e professores.


Esta acção, destinada a todos os alunos do 8º ano do ensino básico, surge de um protocolo estabelecido entre o Instituto da conservação da Natureza e a direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento curricular, e visa facultar aos estudantes formação na área do ambiente e sustentabilidade.

A formação decorre em áreas protegidas nacionais onde os alunos permanecem durante dois dias e uma noite e onde realizam diversas actividades didácticas elaboradas por técnicos do ICN e das Direcções Regionais de Educação. Nesta acção reforça-se não só a importância nacional das áreas protegidas como também se salienta o papel do cidadão na preservação dos valores naturais e culturais destas áreas bem como da qualidade ambiental

As inscrições são efectuadas no portal do Ministério da Educação,
www.dgidc.min-edu.pt, e serão posteriormente validadas pela respectiva área protegida, uma vez que as vagas existentes em cada uma deles é limitado.

Durante este ano lectivo o projecto desenvolve-se em sete áreas protegidas. Para o Parque Nacional da Peneda-Gerês, o Parque Natural de Sintra-Cascais, e para a Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha já não se aceitam inscrições mas ainda é possível fazer inscrições para outras áreas protegidas.

Até 31 de Janeiro as inscrições ainda estão abertas para a Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto onde as acções só vão começar em Março e prolongam-se até Junho. No Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros esta iniciativa decorre durante todo o mês de Maio e os interessados podem inscrever-se até dia 1 de Março. No Parque Natural da Ria Formosa e no Parque Natural da Serra de S. Mamede as próximas acções decorrem entre os meses de Fevereiro e Maio, têm uma lotação de 30 pessoas e, em ambos os casos, as inscrições deverão ser feitas no máximo um mês antes da data pretendida.

O alojamento dos participantes é garantido por cada uma das áreas protegidas mas o transporte dos alunos é da responsabilidade das escolas participantes. A alimentação ficará a cargo de cada um dos alunos.

Para estes dois dias de escola em plena natureza os alunos devem ir prevenidos. Para que não lhes falte nada durante este período, o Instituto de Conservação da Natureza aconselha-os a levar chapéu, roupa e sapatos confortáveis - para os dois dias, e uma noite -, material de higiene pessoal, toalhas, recipiente para transporte de água para beber - uma garrafa ou um cantil, por exemplo - e um saco-cama.

O projecto está agora numa fase de expansão mas teve um período experimental com duração de dois anos. No final do ano lectivo de 2004/2005 a fase piloto decorreu com sucesso nos Parques Naturais da Ria Formosa e da Serra de S. Mamede.

A médio prazo os responsáveis pelo projecto esperam poder envolver todas as áreas protegidas nacionais de modo a poderem oferecer este programa a todos os alunos do 8º ano de escolaridade e garantirem que, antes de concluírem a escolaridade obrigatória, todos os estudantes têm acesso a esta formação em contacto directo com a natureza.

Mais informações:
www.icn.pt